quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Berço da Intimidade.

"Mal permitia o toque de seu corpo, lutava a resistir tão tímida, barreira difícil de se quebrar, não contava com meus dotes em decifrar seus pontos com toques lentos e fortes que susurrava-lhe gemidos, um contato visual de alma com alma, transformava um simples abraço no nascimento de um único ser.
Apartir daí de santa nada tinha comigo, quando os olhares curiosos não estavam a espiar, era indomável, seu corpo pulsava de tal forma que sua pele era ardente e chegava a queimar, puro fogo debaixo daqueles finos lençóis molhados de suor, no qual nossas respirações misturadas fazia ambos corações baterem acelerados, na mesma intensidade.
A Sintonia era bela com gestos delicados de puro afeto e cumplicidade amorosa, uma admiração que fazia o ato revigorar de maneira gradativa, uma inquietude ao toque que crescia com a vontade de explorar os sentidos um do outro e atingir o mesmo estado de êxtase, que devastava-lhes as energias acumuladas para a coclusão final, a de se entregar completamente. Não houve sexo mas houve magia...
Ao final relaxava por cima do meu corpo e a sensação de conforto era tamanha; saciados pelo prazer da carne, sorrisos nos rostos e uma explosão de felicidade dificilmente contida ... não nos custava nada repetir.
Um ritual que zelo definitivamente a conexão pemanente das almas sustentada agora por três pilares: corpo, mente e espírito. Esse foi o nascimento da intimidade. Seu beijo passo a ser a fuga da realidade mundana, sua companhia minha realização e o seu amor meu bem mais valioso."


(Andrew Albuquerque)

O Príncipe das Trevas.

"Na esperança de acordar pra vida eu me encontro num mundo irreal perdido ao som de uma melodia tocada por um doce violino que eu tento encontrar de onde vem, mas não consigo alcançar, porque o som parece vir de dentro da minha alma, de dentro do meu peito, ele se expande deixando cicatrizes internas que eu luto contra o meu coração pra conseguir me curar.

Meu veneno são as lembranças, meu sofrimento a esperança. Roubaram meu destino, eu so quero ele de volta. Roubaram meu orgulho, mas ele, eu não faço tanta questão de recuperar porque eu perdi algo muito mais valioso, o meu amor.

Seguir em frente é difícil porque toda e qualquer tentativa de fazer esse feito, o mal vem me atormentar tentando afastar as memórias que ainda tenho dela. A criatura cujo o brilho do olhar me alimentava, perdeu-se junto a sua inocência e pureza. Não me restará outra escolha, se não, desistir de tentar, desistir de amar, desistir de viver... acabei me tornando um ser inanimado.

O tempo agora corre numa ampulheta cheia de cinzas, retalhos incinerados do que sobrou de um grande amor. A história do cavaleiro da luz, que foi condenado a vagar no reino da escuridão. Seu direito de brilhar foi confiscado e suas emoções aprisionadas em um coração negro que bate e bombeia solidão. O Senhor da escuridão se apossou da minha amada e a torno sua discípula, com a proposta de fazer de mim seu herdeiro, o meu reino de luz, em trevas. E sem escolhas aceitei para permanecer ao lado dela, uma atitude egoísta, porém um último ato de amor.

Ser um príncipe das trevas é ser amaldiçoado a um destino solitário, ... caí num vaco e agora sinto o vento da queda tocar meu rosto, a sensação de liberdade se torno minha prisão. Deixo essa carta para aquele que se atrever a suceder meu trono lembrar que a responsabilidade de se ter um reino nas mãos limita o amor."


(Andrew Albuquerque)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Morte em dois passos.


"1° Passo:
Dor de cabeça latejante gritos ecoando na mente, o sangue pulsa, ferve, a pele arde, tudo que se aproxima termina em retalhos, nada sacia tal frustração, e acorrentando a tamanho descontentamento, começa a transformar seu corpo em sua maior obra prima, símbolos de sua insatisfação caracterizam as cicratizes e arranhões, e quando não a mais espaço pra tantas marcas o indivíduo cai num profundo sono.

2° Passo:
Um frio atravessa a pele, o corpo começa a perder o calor da vida e um simples devaneio passa em sua mente com lembranças marcantes de um tempo que já está por um fim, o arrependimento absorve seus últimos suspiros, a dor de não cumprir, de não tentar, o atormenta até o sugar todas as suas forças, e uma gota de lágrima caí ao abrir seus olhos que fecham novamente pela última vez."


(Andrew Albuquerque)

A verdadeira face da felicidade.


"Acordar é preciso, os olhos despertam apenas para o que o coração quer enxergar, sonhos são cegueiras eternas, distorcem realidades, o pior deles é o que nos mantém acordados, sonhar acordado é imaginar um paralelo e viver a sombra de uma ilusão infinita compactuada pelo desejo mais pro fundo da alma. Se o peso da balança estive arriado pro lado da razão é possível romper essa barreira, mas somos coagidos a carrega o peso do coração e a influência dos prazeres da carne. Ser forte é romper com o padrão e fazer uso da razão, ser feliz é ignora qualquer forma racional, deixa o extinto tomar a alma e não ligar para detalhes externos, sendo mais atencioso com os internos, aqueles que lidam com os sentimentos criando miragens para que possamos viver momentos de felicidades repentinas.” ( Andrew Albuquerque )