
Um pedido de alento aos corações que encontraram uma metade que não encaixa, mas mesmo assim não foram impedidos de amar. Os caminhos para encontrar a essência do que se pode dizer sobre o descobrimento e a opção de amar. O ponto que se define o quanto é finito escolher alguém pra se viver.
Não se podem compreender esses trajetos eles são conturbados e podem chegar em forma de caos para alguns. A pergunta é, o quanto o amor pode ser limitado? Não existe nascente em que ele nasça, mas assim como um rio pode ter outro rio como foz para fazer o deságüe de suas águas. O coração faz a mesma coisa com o amor: ele percorre um longo percurso, ganha força, para quando chegar à sua foz poder perpetuar esse acúmulo de sedimentos que foi levando durante todo o caminho só que em forma de paixão, afeto, carinho, confiança, gerando um ciclo de sentimentos que o definem, nunca perdendo seu poder de infinidade.
As águas de um coração rodam o mundo com uma intensidade constante. Em seus variados símbolos, gestos, o amor está presente e ele não exige forma. Imagine um pedaço de argila no qual um artista se sente inspirado a modelar o que lhe vêm à cabeça. Nesse momento não há exigência de regra de estética nem nada como uma receita, só existe o artista e sua criatividade, sua paixão e como ele vai representar concretamente aquilo que seu corpo pulsa e quer expelir pra fora, é assim que deve ser um momento de intimidade entre um casal, o sexo nada mais é do que uma forma concreta de se expressar o que é o amor, e uma obra de arte da vida, para saber modelá-lo é preciso sentir de dentro para fora e não de fora para dentro, mas ao mesmo tempo ele deve ser abstrato, surreal, distorcido para poder se adaptar a arte que completa a alma.
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