quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pragmatismo do amor.


Um pedido de alento aos corações que encontraram uma metade que não encaixa, mas mesmo assim não foram impedidos de amar. Os caminhos para encontrar a essência do que se pode dizer sobre o descobrimento e a opção de amar. O ponto que se define o quanto é finito escolher alguém pra se viver.

Não se podem compreender esses trajetos eles são conturbados e podem chegar em forma de caos para alguns. A pergunta é, o quanto o amor pode ser limitado? Não existe nascente em que ele nasça, mas assim como um rio pode ter outro rio como foz para fazer o deságüe de suas águas. O coração faz a mesma coisa com o amor: ele percorre um longo percurso, ganha força, para quando chegar à sua foz poder perpetuar esse acúmulo de sedimentos que foi levando durante todo o caminho só que em forma de paixão, afeto, carinho, confiança, gerando um ciclo de sentimentos que o definem, nunca perdendo seu poder de infinidade.

As águas de um coração rodam o mundo com uma intensidade constante. Em seus variados símbolos, gestos, o amor está presente e ele não exige forma. Imagine um pedaço de argila no qual um artista se sente inspirado a modelar o que lhe vêm à cabeça. Nesse momento não há exigência de regra de estética nem nada como uma receita, só existe o artista e sua criatividade, sua paixão e como ele vai representar concretamente aquilo que seu corpo pulsa e quer expelir pra fora, é assim que deve ser um momento de intimidade entre um casal, o sexo nada mais é do que uma forma concreta de se expressar o que é o amor, e uma obra de arte da vida, para saber modelá-lo é preciso sentir de dentro para fora e não de fora para dentro, mas ao mesmo tempo ele deve ser abstrato, surreal, distorcido para poder se adaptar a arte que completa a alma.

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